Nick Zinner

The Creators Project: Você nasceu e cresceu em Boston?
Nick Zinner:
Nos arredores de Boston.

Você gostava de Boston?
Não, sempre detestei. Não era meu lugar preferido.

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O que acontece com Boston?
Não sei. Só sei que sempre quis sair de lá.

Tem outras bandas de que você gosta que são de Boston?
O Pixies estavam por lá quando eu era criança. Era bem legal. E o Aerosmith [risos].

Quando você foi para Nova York?
Me mudei para Nova York no final dos anos 90, depois da faculdade.

Onde você conheceu a Karen?
No Mars Bar. Tínhamos vários amigos em comum.

Aí você começou a tocar com ela?
Sim, começamos a escrever músicas juntos só por diversão.

Quando foi o primeiro show de vocês juntos?
Nosso primeiro show foi há quase dez anos, foi bem louco. Foi em setembro do ano 2000, no Mercury Lounge. Foi um primeiro show bem legal. Tínhamos três ou quatro canções e saímos contando para todo mundo que éramos a melhor banda de Nova York.

Geralmente vocês não esperam que outras pessoas digam isso primeiro a respeito de vocês?
Quando você é de uma banda, precisa sentir que o que está fazendo é a melhor coisa que tem por aí. Pode ser irrelevante para os outros, mas você tem que sentir assim. E uma das pessoas para quem falamos da nossa banda foi um agente, que disse: “Vocês deviam fazer um show. O que acham de serem a banda de abertura do White Stripes, que está vindo para Nova York?”.

E vocês tocaram? Só vocês dois no palco?
Bom, na época estávamos tocando com mais uma menina, que tocava bateria. Mas ela não pode ir naquele show, então tivemos que decidir se nos apresentaríamos ou não. Eu não queria me apresentar sem um baterista, mas a Karen estava convencida que podia chamar seu amigo Brian, que tinha acabado de se mudar para Nova York, para tocar conosco.

Como foi essa noite que vocês tocaram com o Brian pela primeira vez?
Meio que encaixou. A gente ensaiou com ele por uma hora, passamos as cinco músicas e fizemos o show.

Tinha a música sobre Nova York?
Sim. “Yeah New York”.

Uma sobre camisetas cor-de-rosa?
E olho cor-de-rosa, não sei. Não tenho certeza.

Essa música era boa.
É, um pouco lado B. Nós a gravamos em nosso primeiro disco.

Você tem muitas fotos dessa época?
Tenho fotos de praticamente todas as épocas. Quer dizer, tenho várias fotos de cada show, com exceção de um ou dois.

Lembro de ver vocês em Berlim, no Berliner Maria. Você se lembra desse show? Foi muito doido.
Sim, me lembro. Não tem ar condicionado na Alemanha, eles não acreditam nisso. E todas as boates são essas salas super quentes.

Eu fiquei ensopado.
Sem ventilação, todo mundo fumando. Eram bons tempos, noites divertidas.

Qual foi seu show favorito?
Um no México foi inacreditável. De longe foi uma das minhas experiências favoritas. Foi a maior apresentação que fizemos como atração principal. Foi uma noite emocionante, o final de um ano em turnê.

Qual seu país preferido para tocar?
Japão.

Você gosta de se apresentar em festivais?
Depende. Eu gosto do desafio de tentar me conectar com pessoas que provavelmente não estão nem aí. É uma experiência bem abstrata, mas pode ser divertida. Pode dar em coisas legais. Depende onde é. Alguns dos meus shows favoritos foram em festivais. Mas alguns dos meus piores shows também foram em festivais.

Você gosta de tocar na Inglaterra?
Sim.

Por quê?
Acho que o Yeah Yeah Yeahs sempre obteve uma reação ótima e o maior apoio na Inglaterra. O povo vai a loucura.

A música inspira sua fotografia? Ou é mais complicado que isso?
Essa é uma questão quase pegadinha. Grande parte do que fotografo é documental, então são situações que já existiam. O que inspira, simplesmente, por eu ser de uma banda que viajou nos últimos dez anos. Acho que é, tipo, uma coisa leva a outra.

Para mais Nick Zinner acesse The Creators Project.

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