
Platforma: Super Nintendo
Publisher: Squaresoft
Poder usar jogos de empresas independentes é o que tá fazendo a Nintendo ganhar a guerra dos consoles. A Sega tem violência, mas a Nintendo tem classe. O terceiro Final Fantasy feito pela Squaresoft é um dos softwares mais impressionantes que eu já vi, brilhante do início ao fim. Me lembro de jogar Final Fantasy II e pensar que finalmente os enredos de video-game tinham amadurecido, mas a história de Final Fantasy III faz o II parecer um livro de colorir infantil.
Estamos mil anos depois da guerra apocalíptica dos Magi. Desde o final da guerra, a magia foi perdida, mas os sobreviventes e seus descendentes concentraram seus esforços em desenvolver tecnologia, e agora o mundo está recuperado. Infelizmente, o Império, que fica no sul, tem uma ideologia expansionista, e já é uma superpotência tecnológica, redescobriu a magia, e agora desenvolve armamento híbrido de magia e tecnologia muito mais forte do que qualquer arma usada há mil anos. Ao longo do jogo, você controla um bando de soldados Imperiais usando armaduras “Magitek”, inclusive uma feiticeira que sofreu lavagem cerebral e está sob o comando de dois soldados. Eles procuram um “Esper” congelado, um ser que data da guerra anciã, mas quando o encontram, as coisas não dão muito certo para os soldados, e a feiticeira acaba sozinha, com sua lavagem cerebral substituída por amnésia, fugindo tanto do Império que a controlava quanto do que sobrou de militares que ela esmagou quando estava sob o comando do Império.
Isso são só os primeiros 15 minutos de um jogo muito, mas muito comprido, mas eu não quero entrar mais na história—é melhor que você veja por si mesmo. Em termos de jogabilidade, tem muitos combates controlados via menu. O número de personagens no seu bando acaba ficando bem grande, mas você só consegue lutar com quatro de cada vez; para compensar isso tem muitas seqüências longas onde o bando se divide e você troca entre grupos diferentes de personagens para realizar objetivos diferentes e complementares.
Os gráficos são bonitos, ainda que o dese-nho dos personagens seja bem primitivo como resultado dos sprites dos personagens serem tão pequenos. A música é excelente. O roteiro está muito além de tudo que há no mercado hoje em dia. A tradução do japonês parece ótima. Você tem que comprar uma cópia desse jogo, é só isso que eu posso dizer.
Tô ansioso pelo Final Fantasy IV.

Platforma: Arcade
Publisher: Midway
Fato: Virtua Fighter é feio pra cacete, e o tal do 3-D que eles ficaram propagandeando não existe. Killer Instinct, por outro lado, é feito com a consagrada tecnologia de sprites, e diferentemente dos sprites desenhados à mão do Street Fighter ou dos personagens feitos a partir de fotos manipuladas do Mortal Kombat, os sprites do Killer Instinct são renderizados—uma série de imagens CGI de alta definição. É o jogo de luta com o visual mais atraente do momento. Esse é o futuro dos videogames de luta.
A jogabilidade deve parecer familiar para qualquer um que já jogou Street Fighter ou Mortal Kombat—personagens exóticos com suas variedades de golpes únicos. O jogo tem um golpe parecido com os fatalities do MK, chamado de golpes No Mercy, mas eles são mais difíceis de fazer, porque você tem que executá-los no final de um combo que deixa seu oponente à beira da morte mas sem matá-lo. O jogo acaba se diferenciando na mecânica de combos. Os combos em si são muto mais fáceis do que os do Street Fighter ou do Mortal Kombat, já que eles não precisam ser executados em momentos precisos—se você acertar a seqüência correta de apertos de botões, o jogo te dá o combo automaticamente. Isso abaixa um pouco o nível tornando-o mais apto e menos intimidador para os jogadores menos experientes do que as duas franquias reinantes. Juntar vários combos longos é divertido, mas um oponente preciso pode escapar desses, garantindo que jogadores habilidosos ainda tenham vantagem.
Só tem nas máquinas de fliperama por enquanto, mas vamos esperar que saia logo para algum console.

Platforma: Sega Genesis
Publisher: Sega
Lembra que eu disse que a Nintendo está vencendo a guerra dos consoles? Bom, eles estão, mas não por falta de esforços por parte da Sega. Sonic & Knuckles é o jogo mais recente do Sonic, veio logo depois do Sonic 3. Lembra da propaganda do Sonic 3 que tinha todo um lance sobre um novo personagem, Knuckles the Echidna, que no final das contas mal aparecia no jogo? Bom, dessa vez dá pra jogar com ele. Eu não sei o que se passava na cabeça dos caras da Sega pra terem feito aquilo, mas agora que ele está aqui, eu consigo perdoá-los. Como o Tails, ele não é rápido como o Sonic, mas ele tem um modo de movimentos único—enquanto Tails finalmente ganhou poder de vôo em Sonic 3, aqui o Knuckles consegue escalar paredes. A série Sonic vai continuar sendo ótima enquanto eles conseguirem colocar novos personagens divertidos como esses.
Mas o Knuckles não é a única atração do jogo. O cartucho S&K tem uma abertura, e você consegue plugar Sonic 2 ou Sonic 3 nele. Com o primeiro, você consegue jogar Sonic 2 como Knuckles ao invés de Sonic ou Tails (existem muitas áreas em Sonic 2 que só Knuckles alcança; a Sega deve ter ficado planejando isso há muito tempo), mas com o outro, você tem acesso tanto ao Knuckles como um personagem com o qual dá pra jogar, mas também ao backup do jogo. Sonic 3 & Knuckles, é uma longa e satisfatória experiência de jogo, um salto quântico além dos jogos Sonic anteriores.
Essa tecnologia do cartucho é um grande atributo que agrega valor ao produto para qualquer um que tenha um jogo do Sonic anterior, e é esse tipo de adaptação tecnológica que vai assegurar que o cartucho sempre terá lugar nos consoles de jogos. Sony tem um novo console, o PlayStation, o lançamento será no Natal do Japão, mas será que você vai poder fazer esse tipo de coisa com CDs? Eu acho que não—nos CDs não dá nem pra salvar seus jogos. Nintendo pode estar na frente, mas acho que Nintendo e Sega vão estar no topo da hierarquia de consoles no futuro.