Em outubro passado, um simpático médico chinês chamado Ting-Kai Li se aposentou do seu posto como diretor do Instituto Nacional de Combate ao Alcoolismo. Durante sua gestão, o Dr. Li encabeçou uma pesquisa que explorou os efeitos do consumo excessivo de álcool. Uma das suas descobertas mais relevantes foi que algumas etnias são geneticamente mais resistentes ao álcool, enquanto outras são naturalmente avessas à bebida. Isso pode parecer óbvio, mas o Dr. Li foi o primeiro a fornecer uma explicação minuciosa da relação entre alcoolismo e genética.
A maior parte do trabalho do Dr. Li é focada na desidrogenase: a enzima que o fígado utiliza para metabolizar o veneno que faz com que você tenha relações sexuais com pessoas feias. Certas populações (especialmente chineses e japoneses) têm uma mutação genética que torna o processo do álcool mais difícil. Quando eles bebem mais do que deveriam, os efeitos colaterais aparecem rapidamente: o sangue corre para a pele, o coração bomba o sangue rapidamente e o estômago começa a sentir como se estivesse digerindo um pacote de quatro pilhas AA.
Parece incrível, mas apenas os sóbrios estão dispostos a se aprofundar em leituras sobre descobertas científicas. Testar as descobertas do Dr. Li em um ambiente real e controlado foi a única maneira que encontramos de explorar mais a fundo os verdadeiros perigos do consumo do álcool e alertar os cidadãos do mundo. Foi também uma boa desculpa para ver um bando de estrangeiros enchendo a cara e de dar umas boas risadas da cara deles.
A experiência exigia que juntássemos pessoas de etnias* diferentes em um bar e as fizéssemos beber. Para sermos completamente justos e compensarmos seus antepassados fracos de copo, cada participante foi munido de uma garrafa de bebida da sua própria pátria. Em seguida, fizemos uma espécie de chamada oral, com perguntas sobre cultura, história e geografia de seus respectivos países para avaliarmos a lucidez de cada um deles e também para constrangê-los um pouco. Para cada resposta errada uma dose da bebida natal tinha que ser ingerida. O vencedor seria aquele que ainda conseguisse dar respostas corretas e coerentes após três horas de experiência. Estas são as nossas conclusões:
* Russos, qualquer um em qualquer parte do Reino Unido e polacos foram excluídos porque essas regiões têm produzido alguns dos bêbados mais respeitáveis de todos os tempos. Podemos citar Boris Yeltsin, Winston Churchill e o Papa João Paulo II como prova.
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