Cairo, A Cidade dos Contrastes

Se você ouvir que as coisas no Cairo estão se “normalizando”, lembre-se de que tudo é relativo. Quer dizer, ainda só se passaram três semanas. Quanto tempo acha que dura uma revolução? Além do mais, mesmo quando as coisas começarem realmente a acalmar, não esqueça que os padrões de “normalidade” no Cairo são quase a mesma coisa que os padrões de “afabilidade” dos diabos da Tasmânia. Nos últimos dez anos, o Egito tem sido um ímã de ataques terroristas. Muito antes da Praça Tahiri ser invadida por tanques e adolescentes irados empunhando coquetéis molotov o Egito já tinha testemunhado o terrorismo ‘convencional’ em todas as suas formas, desde explosões e tiroteios em ônibus, a suicidas explosivos em vias de circulação para pedestres e em condomínios fechados.

É claro que as coisas nem sempre foram assim. Na verdade, antigamente o Egito costumava ser o ponto preferido dos extraterrestres que construíam pirâmides, porque, tipo, é mesmo bem engraçado tirar sarro de espécies recentemente civilizadas. Depois dos extraterrestres, o país se transformou num lugar escolhido por brancos ricos. Em 1938, para promover a cidade como destino turístico, o cineasta James A. Fitzpatrick levou uma equipe de filmagem para o Cairo e gravou um curta-metragem chamado Cairo, City of Contrast como parte de uma série de filmes sobre viagens para a MGM. Viajem no tempo até um Egito mais simples e calmo, antes de ter as suas ruas manchadas de sangue de inocentes — ou talvez não. O filme está em inglês, mas ainda assim vale dar uma olhada pelas imagens.

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