Cartas

OS REINCIDENTES
Olá, 

Meu nome é Edson (o mesmo que mandou e-mail falando sobre a Mallu Magalhães). Quero dizer que foi nojenta e suja a atitude de criticar meu e-mail falando sobre erros de português, acho que o se-nhor deve ser uma biba velha que gosta de criticar as pessoas que cometem erros e que prefere um inimigo a um amigo, não é? Quero dizer que foi através da TV Cultura que conheci o site da revista. Pensei que vocês fossem legais, mas foi um erro meu. 

Quero dizer que coloquei meu nome no e-mail, mas não sabia que a resposta ia aparecer no site e que vocês iriam me ofender daquele jeito. Também quero dizer que tenho o maior respeito pelas pessoas que curtem poesia (eu até acho legal), mas no caso do Caetano Veloso e da Mallu Magalhães, eles fazem pose de intelectual. Eu não entendi a piada do Guia Vice de Compreensão de Texto—se isso foi piada, foi de péssimo gosto, acho melhor você ter mais respeito com as pessoas, senhor biba velha. Até mais!!! 

EDSON 
via e-mail

Edson, dessa vez corrigimos os seus erros de português e digitação, podemos ficar de bem agora? BEIJÃO e até mais!!!


OS APRENDIZES
Cara, 

Gostaria sinceramente de parabenizar a todos pela Edição Anti-música. Achei sensacional. Os “lados Bs” da produção musical, a polêmica de direitos autorais e o “desincentivo” a ter uma banda qualquer, lançar um disco que ninguém quer ouvir e sair em uma possível turnê furada são pautas excelentes. E aquelas opções do que fazer para se divertir ao invés de ter uma banda furada são sensacionais… Tô a fim de fazer umas três daquelas ainda antes de pendurar a chuteira…

Enfim, parabéns a todos aí. Um abraço e obrigado novamente.

BRUNO MESTRINER 
via e-mail

Servir e proteger, é nóis!


OS MILIANOS DO BARULHO—LADO A
Olá Colegas da revista Vice,

Li a matéria de Arthur Dantas intitulada “O Resto é Ruído” com surpresa. Surpreso pelo fato do Arthur ter escarafunchado os subterrâneos da música para mapear a paternidade do grind, e mais ainda pelo fato de ter me descoberto como um dos pais do rebento. 

Sou baixista da Brigada do Ódio, e sinceramente nunca imaginei que o que fizemos e tivemos a felicidade de registrar ecoasse com força até hoje.

A matéria é muito interessante e joga luzes novas sobre o B.D.O., e nos dá um consolo de não nos sentirmos tão incompreendidos como pensávamos.

Por gentileza, transmitam meus cumprimentos ao Arthur.

WILSON ALVIANO 
via e-mail

Oba! Deixa ele ver isso impresso que vai ovular. Aconteceu com a gente aqui.

OS MILIANOS DO BARULHO—LADO B
Oi,

Bandas como o Brigada do Ódio são mais relacionadas como precursoras do que alguns chamam de noise (ou noisecore) ao invés de precursores do grindcore. Isso porque o grindcore tem fortes elementos de heavy metal. Basicamente pode-se dizer que o grindcore é a velocidade do hardcore com o peso do metal. As bandas noise não faziam riffs influenciados pelo heavy metal, assim como bandas grind clássicas (Napalm Death, Carcass, Agathocles). Era mais uma intenção dos punks em fazer uma espécie de caos sonoro, a exemplo também do Kuolema na Finlândia ou o Rapt na França. Por isso considero o Brigada como fazendo parte de uma categoria diferente.

ANÔNIMO
via viceland.com.br

Valeu pelas informações! Sugerimos audição do lado B acima e o pirata ao vivo abaixo para maiores esclarecimentos. 


OS MILIANOS DO BARULHO—PIRATA AO VIVO VINIL COLORIDO
Oi,

Descobrir os fundadores absolutos de um estilo é mesmo uma tarefa ingrata, mas é sempre interessante abordar suas origens… Vale ressaltar que o Brigada do Ódio foi ainda o primeiro registro de uma banda punk do ABC em vinil, e que antes do Brigada o Wilson tinha a banda Infratores, que já era caótico como o próprio Brigada… Me lembro também da primeira vinda do Napalm Death ao Brasil, quando o baterista Mick Harris queria conhecer a todo custo os integrantes do Brigada do Ódio e o Sartana (baterista do Olho Seco—na época em sua fase grind), demonstrando total respeito aos precursores do que se tornaria esse estilo. Parabéns pela grande matéria!

1BERTO 
via viceland.com.br

Ah, os discos pirata, sempre reveladores!


OS RECALCADOS DO RITMO
Oi,

Quem é o idiota que está editando a Vice em português? E quem são os jornalistas cagões que escrevem desviando de palavrões, termos pejorativos e outras obscenidades características? Vocês acham que fazer a Vice é fazer revistinha no estilo monopólio-subdesenvolvido-do-Brasil-da-Abril/Globo? CAIAM NA REAL! Tirem este editor careta, ultrapassado, e falem com o leitor como se falassem com vocês mesmos, seu bando de cagalhões. Falem sério! Só falta aquela menção clássica ao CARO LEITOR VICE. HAHAHA. Ah, gente, o Brasil não vai pra frente por causa de dirigentes como os de vocês, na moral. RE: EDIÇÃO DE FOTO 2010: NATUREZA-MORTA 

ANÔNIMO
via viceland.com.br

Caro leitor Vice,
Alvíssaras! Muito obrigado por vossos comentários, serão de grande uso—no caso, a essa singela seção. Sem querer desmerecer (jamais!) todo o seu varonil esforço de síntese e magnânimo raciocínio de causalidade, se vossa senhoria nos permite, aqui vai um adendo: com não mais que uma lépida pesquisa vosmecê poderá elucidar suas angústias em relação aos créditos da revista de maneira fidedigna. Explicamos-lhe o procedimento que, aliás, é assaz simples: você pode adquirir o magazine Vice gratuitamente nos diversos pontos de distribuição elencados em nosso sítio eletrônico, onde também pode encontrar as versões completas (às vezes até ampliadas, veja só!) das edições em arquivos de formato PDF. Lá vossa senhoria pode conferir livremente o expediente de cada um dos tomos, e assim dirigir seus impropérios com mais, digamos assim, propriedade—desculpe-me por tomar a liberdade de fazer um chiste linguístico, está uma tarde encantadora (lembra-me certa primavera em Paris) e não resisti à galhofa. Confrade leitor: cada uma das matérias sempre—e veja bem, sempre—vem com os devidos créditos. Apareça!

 



Mande suas cartas: vice@viceland.com.br
Se quiser enviar por correio:
REVISTA VICE
RUA PERIQUITO 264
SÃO PAULO SP CEP 04514-050
As cartas podem ser editadas antes de serem publicadas.


 

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