TRAD
AWDR /LR2
2013
ACO anda nisto das canções há mais de 15 anos, o que normalmente representa a quantidade suficiente de tempo para morrer e renascer duas ou três vezes na música pop. A situação, no caso das intérpretes femininas, agrava-se devido ao acrescido desgaste que sofrem às mãos de jornalistas misóginos e maníacos da indústria que temem perder o seu poder para as mulheres. Mas ACO nunca chegou ao ponto de rapar por completo o cabelo e pegar num taco de golf, mesmo que viva sujeita aos stresses da competição pop desde jovem. O Japão, assim como os apreciadores das suas exportações, parecem especialmente agradados com o facto de ACO nunca ter perdido a compostura ao longo das mais diversas mudanças.
Portanto ACO já foi um jovem talento (passo 1), a nova Björk japonesa (passo 2), a nova Kate Bush também (passo 3) e agora tudo leva a crer que estabilizou para ser só mesmo ela própria (uma amálgama tipicamente nipónica de mil referências ocidentais, com todo o paradoxo que há nisso). A missão do seu mais recente álbum, TRAD, passa precisamente por definir uma zona de conforto para ACO, desta vez colocando-a em pleno modo de canção pop ligeira e bem trabalhada. Nada mais ou nada menos que isso.
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