Discos: Angel Olsen


Burn Your Fire for No Witness

Jagjaguwar
2014


Confesso: apanhei este álbum um bocado por acaso no Spotify e foi a primeira vez que vi a artista, por isso peço desde já desculpa se ela for muito conhecida e/ou tema habitual das vossas anedotas relativas a credibilidade indie. A verdade é que estava farto de dar oportunidades à Julia Holter e fui à descoberta. A miúda da foto, loira e linda, ajudou à escolha (ainda por cima com Quilt nas sugestões laterais), mas estava preparado para ficar desiludido. Vocês sabem: miúdas giras a fazer música MAIS capas de álbuns feias — estava enganado. Não há aqui nada de incrivelmente fresco (aliás, “Burn Your Fire for No Witness” podia facilmente ter décadas e não meses ou semanas), mas ouve-se tudo muito bem (mesmo com uns quantos anúncios ao novo da Rita Redshoes pelo meio). A receita é a habitual, guitarradas e voz em permanente tensão. Só é pena todas as faixas terem nomes ridículos e a capa do disco ser mesmo de rir (não sei se já disse). Mas juntem uns amigos numa esplanada ou terraço, sirvam uns copos e ponham a “Iota” a tocar a ver se a vossa vida não se transforma para melhor, por três minutos e meio que seja. Embora eu seja da opinião que isto é coisa para se ouvir sozinho, bem alto, de preferência numa viagem de autocarro ao final da tarde — como a missa da Renascença dos velhos. Conclusão: música simpática para ouvir enquanto se trabalha, mas se ela amanhã desse um concerto à porta de minha casa eu ia ver.

PS: Meu, estava tão chateado com esta capa que abri o Paint da Adobe e fiz uma melhor em três minutos. De nada, designers da Jagjaguwar.

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