Discos: Scam Circle


Vein
Park/ Turbo Town, LLC
3/10


Nunca costuma ser bom sinal o facto de o nosso leitor de media predilecto não conseguir identificar grande coisa de um disco mais obscuro que colocamos no computador. Ah, como são boas as comodidades do mundo moderno. A minha experiência com Vein, disco destes Scam Circle, começou um pouco por aí. Enquanto admirava a promo branca que me chegou às mãos — e lia a escassa informação que me era transmitida no tímido autocolante branco que o adornava (resumia-se ao nome do artista, título do disco, preço e um mui útil “genre: Electronic/ Rock/ Club”), não me podia deixar de questionar: “Que segredos escondes tu?”

Sem grande sorte no Last.Fm para tentar saber mais sobre este(s) tipo(s), fui ao site japonês da Amazon onde, por entre todo os caracteres nipónicos, consegui descobrir o nome de cada uma das seis faixas deste disco. Já foi qualquer coisa mas, em boa verdade, de pouco serve para esta crítica. Isto porque tanto poderia falar de qualquer uma destas e a descrição seria quase idêntica: Vein é um compêndio de canções electrónicas aceleradas onde imperam sintetizadores estridentes e ritmos alucinantes (e, por que não, alucinados), que entraram pelos meus ouvidos dentro sem pedir permissão e instalando na minha pobre cabeça o mais completo caos sonoro de beats frenéticos.

Foi a cerca de metade do disco que me comecei a perguntar onde estaria o “rock” apregoado no tal papelinho ou se essa palavra, como tantas outras, já se tornou um mero espaço reservado, destinado a ser apenas utilizado quando não sabemos bem o que havemos de chamar às coisas. Mas sejamos sérios: falharam no rock, mas acertaram em cheio no “electronic” (é, de facto, electrónico) e no “club” (mas, claro está, só para aquele pessoal mais frito). Vein até pode esconder alguns segredos mas, a menos que estejamos a conduzir carrinhos de choque ou um daqueles carros de tuning, o problema é que eles não serão muito interessantes.

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