A canção sempre foi uma questão conflitante na trajetória musical de Löis Lancaster. Parte da banda carioca de rock (psicodélico? experimental? humorístico?) Zumbi do Mato, detentora de certo prestígio no underground do Rio de Janeiro, o originalmente baixista Luis Alencastro se aventura em carreira solo há quase uma década, mas comenta que o formato de banda, para ele, foi sempre intrínseco à rejeição da canção.
“A banda trabalha mais no limite da canção; cada integrante faz uma coisa. E as pessoas sempre querem estabilizar, tirar essa coisa da polifonia das várias vozes”, acrescenta, citando exemplo de bandas populares brasileiras que passaram por mudanças em seu lineup, como o Barão Vermelho e os Titãs. “É uma tendência meio acachapante de deixar tudo canção.”
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Seu novo trabalho, Malva, é lançado pelo Sê-Lo! Netlabel, nessa segunda (7), como um disco solo, mas nem por isso o Löis perde a relação complexa entre a canção e não-canção que caracteriza seu trabalho. “Desde início, como sou baixista, meu instrumento é melódico, então nunca foi muito a minha fazer músicas com blocos de acorde e linha melódica só de voz, que é o que normalmente a música popular faz. Eu sempre procurei algo mais contrapontístico do que propriamente canção.”
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