Neon Indian

The Creators Project: O Neon Indian começou como um projeto solo e agora você está tocando nos grandes festivais e recebendo pedidos de entrevistas aos montes. Você tinha imaginado que o sucesso fosse vir tão rápido?
Alan Palomo
: Não, de jeito nenhum. É até engraçado. Ghosthustler foi minha primeira incursão na música.

Quando foi isso?
Foi em 2007, com toda aquela onda de dance music. Acho que eu, como todo mundo que estava meio lidando com os sintetizadores, ficou animado em ver os vídeos do Justice. Eu não tinha muita expectativas em relação ao Neon Indian. Era mais um negócio de escrever música com meus amigos do que, tipo, “Ei, também podíamos viajar por aí e tocar para um monte de pessoas”. Foi no final desse ano maluco que tive que decidir se continuava a faculdade ou ia para a música.

Seu equipamento foi roubado durante a última turnê. Isso deve ter tido consequências graves, mas a banda segurou. Como você superou?
Isso rolou bem no meio da turnê. A única coisa que surpreendentemente consegui comprar de novo foi um sintetizador Prophet, mas, claro, sem as programações que eu já tinha nele, o que muda tudo que eu podia fazer ou não nos shows, até que eu reprogramasse tudo de novo. Definitivamente, foi uma mudança enorme de planos e me vi indo para a casa de amigos e pegando material deles. Na verdade, isso deu em vários remixes que fiz, entre eles do Grizzly Bear e Silent League.

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Como você interpreta suas músicas ao vivo? Você tenta ser o mais fiel possível às gravações do disco?
Sempre tem um pouco de adaptação. Grande parte do desafio em levar o Neon Indian para a estrada foi que nosso trabalho era muito calcado em gravações de estúdio. Quando eu estava gravando não ficava pensando em como reinventar tudo ao vivo. É como a frase do James Murphy, que sempre achei muito engraçada, em que ele diz que toca na “melhor banda cover do LCD Soundsystem”. Em relação aos shows ao vivo é exatamente o que você está tentando fazer. Você fica tentando achar uma vaga aproximação ao som do sintetizadores que você tem. Eu não queria ser só um cara com um laptop e um microfone. Não que isso seja ruim. Tem muita gente mandando bem com essa configuração, mas eu me sentiria ridículo.

A parte visual também é super importante nas suas apresentações. Como você trabalha no conceito dela?
Trabalho em colaboração com meu amigo Lars Larson, que mora em Austin agora e trabalha numa loja de sintetizadores chamada Switched On, onde ele também faz consertos. Temos uma tendência em confiar na tecnologia que produziu todos esses meios baratos e esotéricos de criar efeitos visuais antes que houvesse qualquer coisa que as pessoas levassem a sério. Para alguns dos shows que fizemos em Nova York, ele montou um equipamento com vídeo que ficava fazendo loops enquanto a gente se apresentava. Era meio como pegar as referências que a gente tem de criança e colocar numa nova perspectiva. Queria trazê-lo de volta para os próximos shows desse semestre, mas ele também tem família e fica difícil levá-lo para as viagens. Precisamos encontrar um jeito de fazer um equipamento mais portátil. Algo que desse para alimentar com dados e formasse clipes enquanto cantássemos certas faixas. O elemento visual é importante para mim porque as bandas que me passaram a melhor impressão foram aquelas que tiraram melhor proveito dos aspectos multimídia. Por exemplo, o Black Dice, que tem uma ótima presença visual, ou algo mais antigo como o KLF.

Para mais Neon Indian acesse o The Creators Project.

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