O The UV Race é um grupo de punk altamente energético de Melbourne, Austrália. Na verdade, isso é uma mentira: quase dois terços do sexteto é de Warragul, a região campestre que fica cerca de uma hora e meia de Melbourne. Essa é uma distinção importante. Desde o primeiro momento, fica claro que o UV curte muito a vida do campo, e não muito a da cidade. O Daniel Stewart bate em peles soltas de bateria como um homem das cavernas, enquanto o Alistar Montfort manda linhas de guitarra cromáticas e ameaçadoras. The UV Race toca punk rock.
É música de “isolamento e raiva”, como o vocalista e autointitulado “Ol’ Dirty Bastard do punk”, Marcus Rechsteiner diz. Apesar do The UV Race ter surgido fora de Melbourne, você ainda deve imaginá-los entre os progênitos mutantes de outras cidades capitais. São sempre os punks de centros políticos que costuram seus patches o melhor possível e criam os hinos mais intensos. Pense no Minor Threat e no Nation of Ulysses, e em Henry Rollins, de Washington, ou o The Clash ou o Sex Pistols de Londres. Essas foram as bandas que desafiavam todas as regras e critérios estéticos que encontravam, e não davam a mínima para o que os outros pensavam.
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Seja lá qual for seu segredo, The UV Race está chamando a atenção de alguns adeptos influentes. No seu segundo lançamento, Homo, eles entraram no estúdio com o Mikey Young, do Eddy Current Suppression Ring, fazendo a mixagem. No álbum dá para perceber a homenagem que a banda fez a sua fonte primária de inspiração (os Ramones e os também australianos The Saints), mas eles não têm muito interesse em serem indexados como uma única identidade. Enquanto o The UV Race continuar a experimentar, serão uma banda que vale a pena conferir.
Para mais The UV Race acesse Noisey.



