Esta matéria foi feita por VICE em parceria com a Sprite.
Novembro chegou e, com ele, a sensação de que estamos próximos ao fim de uma maratona puxada e suada, para dizer o mínimo. É uma mistura de alívio e apreensão, como nos contam alguns jovens — alguns deles marinheiros de primeira viagem no Enem e outros já escolados no teste.
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Mesmo tentando descontrair e pensar em qualquer outra coisa que não o vestibular, não dá para esconder o cansaço físico e mental depois de uma rotina tão pesada de estudos, simulados, sabatinas e outros preparativos. É na reta final, aliás, que o nervosismo pode levar tudo pelos ares, atrapalhando o desempenho de quem sonha em conquistar uma vaga na universidade.
Por isso, descomprimir é preciso, principalmente para colocar ideias em seu devido lugar, ainda que a ansiedade não desapareça por completo. Conversamos com alguns treineiros e candidatos de ontem e hoje que nos contaram o que gostam de fazer para aliviar a pressão antes e durante um momento tão importante como a prova do Enem.
Uma coisa é fato: o desespero não leva ninguém a lugar nenhum.
Abaixo, dicas e técnicas que podem fazer a diferença cara a cara com o exame.
Solta a caneta e relaxa
Para Dayany Lemes, de 18 anos, uma dica é começar o Enem o quanto antes, mesmo como treineiro. Foi exatamente o que ela fez há um ano, quando pensava em prestar o vestibular para seguir na área de TI. “Ano passado eu estava mais ansiosa, era a primeira vez que eu fazia o Enem, com uma ideia de carreira completamente diferente. Dessa vez, sinto que estou mais segura, porque já sei como o vestibular funciona”, explica ela.
Com ela, as revisões precisam rolar até o último momento, sem descanso, ao contrário do que aconselham professores. Só assim Dayany se sente tranquila o suficiente para encarar um vestibular pesado como o Enem. E se der uma pane no sistema no meio da prova? A estudante tem um truque mágico para fazer a descompressão, sem alarde e complicação. Você pode tentar repetir, aliás.
“Uma coisa que eu gosto de fazer é soltar a caneta, olhar para a frente e respirar, em silêncio, mais nada. Só que tem que soltar a caneta, de verdade, e respirar. É quase como uma meditação. Aprendi isso num curso”, conta a jovem.
Deixa o som rolar
Filipe dos Santos, de 17 anos, chamou a nossa atenção por parecer totalmente alheio à algazarra que o cercava. Enquanto esperávamos pela abertura dos portões, amigos tagarelavam entre si, a bateria de uma faculdade fazia o treino dominical em frente ao local de prova e buzinas loucas reverberavam pela Avenida Paulista. Mesmo assim, Filipe não parecia abalado ou estressado com a bagunça.
“É a primeira vez que farei o Enem, como um treino de experiência, mesmo. Por isso, estou tranquilo e sei que posso dar o meu melhor no ano que vem”, explica o estudante. Mesmo assim, a pressão dos pais o deixa um pouco mais nervoso que o normal. Na hora do aperto, ele curte ficar justamente daquele jeito que o encontramos, ouvindo suas músicas prediletas e com o olhar perdido por aí. Segundo ele, funciona.
“A mudança do Enem também veio ao meu favor. Para mim, esperar por um fim de semana com dois dias de prova era muito pior e desgastante. Vou aproveitar para descansar bastante nessa semana e revisar os conteúdos por cima”, explica o rapaz, sem neuras.
Beba muito líquido
No ano passado, Diandra Ushli, de 17 anos, se livrou de uma baita encrenca. Por pouco ela não vira mais um daqueles incontáveis memes dos “atrasados do Enem” — a gente ri, mas é de nervoso. “Foi por cinco minutos que eu me safei, sério. Dessa vez, não quis dar chance para o azar e combinei com a minha mãe de chegarmos aqui muito cedo. Só essa antecedência já conseguiu me deixar mais calma”, afirma a jovem.
Ela sonha com uma vaga no curso de Enfermagem, mas sabe que na hora da prova não há muito o que fazer. A ansiedade bate de qualquer jeito. “Eu até tento desligar, assisto a muitas séries no Netflix e no YouTube, mas tudo gira em torno dos vestibulares. Até os anúncios na internet ficam me lembrando disso”, brinca Diandra. A única coisa que realmente funciona na hora do sufoco é ter uma garrafinha de água por perto. Tática simples, né?
“Durante a prova, eu bebo muita água. Isso me ajuda a relaxar, sem dúvidas. Aproveito e deixo a mente viajar para algum lugar enquanto olho para a janela, se a sala tiver uma. Se você fica muito tempo apenas resolvendo a prova, as coisas começam a se embaralhar na sua cabeça”, justifica.
Mantras musicais
As amigas Luana Silva e Evelin Sousa estão no comecinho de tudo. Com 16 e 18 anos, respectivamente, elas tentam encarar o vestibular do Enem como uma possibilidade, não algo definitivo. Suas famílias também as apoiam nesse sentido, reforçando que há mais de uma chance para garantir uma vaga na tão sonhada faculdade. Nesse quesito, Luana está tranquila, mas Evelin nem tanto.
“A única coisa que tenho feito é tentar, ao máximo, não pensar em vestibular. Por isso, tô me jogando em todas as séries do Netflix e é isso aí”, conta Evelin. Luana, por sua vez, aposta em músicas relaxantes, que já a ajudaram em outros vestibulares. “Eu tô me preparando desde ontem. Escuto músicas que me acalmam, descanso muito e como coisas que me deixam feliz. Dá um friozinho na barriga, mesmo”, reforça a jovem.
Para não surtar, ela tenta repetir para si mesma, durante a prova, algo que tem um efeito calmante quase que imediato. “Se eu fizer essa prova com calma, tenho mais chances de passar”, mentaliza Luana. Deu certo em outros vestibulares e ela torce para que funcione novamente, embora este seja apenas um treino. “Enem é uma oportunidade, mas não é a única”.
Clique no vídeo abaixo pra descomprimir aprendendo para a prova do Enem com fórmulas cantadas pelo Professor Pipoca. Vem!
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