Acidentes Acontecem Quando Você É Idiota

Se você é um bêbado idiota que curte começar brigas, a noite de sexta é pra tretar. Mas se você é um bêbado idiota normal, provavelmente vai acabar se machucando sozinho de um jeito ou de outro. Leia essas histórias pra ter algumas ideias do que não fazer.

Ilustrações por Sam Taylor. Siga o cara no Twitter @sptsam ou visite o site dele samtaylorillustrator.com.

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MINHA ENGUIA GELATINOSA

Numa noite na Croácia, decidi alcoolicamente que seria uma ótima ideia nadar pelado. Infelizmente — como descobri quase que imediatamente —, sair por aí balançando um barco de lado a lado e gritando como o encrenqueiro britânico nu que eu era naquele momento, não pegava bem com a polícia da Croácia. A aparição de gente uniformizada gritando subitamente me deixou consciente do quanto eu estava pelado e de como a polícia croata consegue ser intimidadora, então decidi nadar silenciosamente até uma parte mais isolada da costa, na esperança de não ser jogado, nu, numa cela pelo resto da noite.

Quando a água chegou no nível da cintura e eu já estava quase salvo e seco, senti uma cosquinha estranha no meu pau. Olhando pra baixo descobri que estava completamente coberto por uma pequena água-viva que tinha decidido pegar carona na minha genitália.

Então, mesmo conseguindo evitar a polícia, acabei passando o resto da noite com o pênis horrivelmente inchado e sem conseguir dormir com medo de que ele caísse.

Quer mais história imbecis de pessoas se machucando? Vá para a próxima página.

REI DOS CIGANOS

Alguns anos atrás, eu estava numa matinê (uma balada cheia de menores de idade loucos de Red Bull com um dedinho de álcool) na minha cidade. Essas matinês são estranhas — talvez porque as crianças ainda não estão acostumadas com o dark room —, mas todo mundo acaba surtando. Um cara trombou comigo e pisou no meu pé; chamei ele de otário, como qualquer pessoa faria, e ele resolveu me encarar.

Estando bêbado (e relativamente idiota), ofereci ao cara a oportunidade de “resolver aquilo lá fora”, o que, pra minha imensa gratidão, ele recusou. Saí dali fazendo cara de durão e comecei a contar a história pra todo mundo que parasse pra ouvir. Dez minutos depois, meu amigo foi espancado no banheiro de um jeito tão feio que acabou perdendo um lóbulo da orelha. Ele ficou tão fodido que ainda tem marcas de anel de um lado do rosto. São bem escuras.

Eventualmente eles vieram atrás de mim. Fui socado cinco vezes na cara e caí no chão, desmaiado. Me acertaram tão em cheio que meu nariz quebrou em três partes e uma das minhas narinas rasgou. Acontece que o cara que me socou era uma lenda jovem do boxe cigano, provavelmente o cara errado pra arranjar confusão.

CLUBE DA CRIANÇA

Anos atrás, saí de férias com a minha família. Meus pais adoram tomar sol e essas coisas de velho, mas eu era um molequinho, então queria sair e fazer algum lance divertido, ao invés de sentar debaixo do sol o dia inteiro até formar bolhas. Uma manhã, dei um jeito subornar o meu pai pra me levar pra jogar golfe maluco ao invés de ir pra praia. Pensando agora, acho que foi só porque ele podia tirar a camiseta lá e pegar um pouco mais de sol sem que eu ficasse reclamando o tempo inteiro do lado dele.

De qualquer forma, já tínhamos jogado umas quatro rodadas e era a vez do meu pai. Ele balançou o taco pra trás com toda a força de um homem adulto de mais de 100 quilos e — PEI! — me acertou, uma criança de nove anos de idade, bem no meio da cara. Meu rosto se abriu e começou a espirrar sangue pra todo lado. Meu pai ficou simplesmente parado lá, mais branco que farinha, imaginando se tinha ou não matado seu primogênito.

Minha mãe brigou com ele por horas, obviamente, mas tudo se acalmou depois que levei os pontos. Minha cicatriz foi sumindo com o tempo, mas ainda parece bem foda. Valeu, pai!

NÃO CHAME UMA AMBULÂNCIA

Eu estava de férias em Newquay alguns anos atrás com o meu irmão e alguns amigos, indo pra praia, bebendo uns gorós que tínhamos roubado dos nossos pais e ingerindo um monte de pílulas e pó de ervas legais que compramos numa das lojas da cidade.

Depois de algumas horas, pareceu a melhor ideia do mundo subir no topo de um desses quiosques de dois andares da praia pra ver o céu noturno sobre o mar. Quando todo mundo estava lá em cima, meu amigo Ed começou a tentar acender um cigarro, mas o vento ficava apagando o isqueiro. Frustrado, bêbado e confuso, ele continuava dando passos pra trás em direção à beira do telhado. De repente, ele desapareceu. Demorou uns 30 segundos pra gente perceber que ele tinha caído lá de cima e aterrissado de cara na areia.

Corremos pra baixo e encontramos um rosto que nunca tínhamos visto antes: uma bagunça destroçada de sangue coagulado e cartilagem, salpicada de cascalho e areia, com um olho e um pouquinho de boca aparecendo no meio da carnificina. O mais engraçado é que ele começou a dizer que não precisava de uma ambulância, mas nunca vi ninguém vivo que precisasse tanto de uma ambulância quanto ele naquela hora. Fui com ele na ambulância até o hospital e ouvi que, se ele tivesse caído com a parte de trás da cabeça no chão, teria morrido. Acho que isso deveria me deixar meio deprê, mas as pílulas de ervas começaram a fazer efeito, então passei as cinco horas seguintes na sala de espera, coberto com o sangue do Ed, conversando alegremente com um cara mórmon da Cornualha sobre poligamia e tentando paquerar uma mulher de 45 anos. Quando finalmente nos deixaram visitar o Ed, encontramos alguém que parecia o Kim Jong-Il do Team America, todo inchado e contorcido; provavelmente por causa da adição de seis placas de metal no rosto e um monte de pinos pra segurar tudo junto.

Foi horrível e todo mundo ficou muito assustado por um tempo, mas agora ele está totalmente bem. E mais — não quero glamurizar a queda de edifícios nem nada — agora ele consegue colar ímãs na cara, o que é muito legal.

COM O ESCROTO NÃO SE BRINCA

Um pouco antes das minhas bolas descerem, quando eu continuava fingindo que tinha pelos pubianos, meus amigos e eu curtíamos muito Jackass, então a gente passava a maior parte das horas vagas fazendo coisas estúpidas, mas não tão estúpidas, como andar em carrinhos de supermercado e empurrar um ao outro em rampinhas. Todo mundo estava na saída da escola um dia, esperando nossos pais aparecerem pra nos pegar, e meu amigo estava com uma câmera de vídeo. Isso, mais o fato de que algumas meninas estavam assistindo, fazia daquela a oportunidade perfeita pra fazer algo legal e impressionar a galera. Devido à minha completa ignorância sobre o que seria uma coisa legal, decidi pular num arbusto, algo parecido com as coisas que eu já tinha visto na TV.

Comecei a correr como um competidor de salto em distância se aproximando do alvo, pulei e aterrissei no topo do arbusto. Me senti um rei entre os homens. Isso até uma dor fria e excruciante começar a emanar da minha virilha. Involuntariamente, soltei um grito ridiculamente agudo e todas as garotas começaram a rir. Agachado do outro lado do arbusto, examinei cuidadosamente minha virilha e descobri que um galho malandro tinha penetrado tanto a minha frágil calça escolar quanto o meu saco. Felizmente foi superficial — nenhuma bola foi ferida durante a gravação desse truque —, mas saiu uma quantidade assustadora de sangue e está tudo gravado. Por favor, preste atenção neste aviso: nunca pule num arbusto pra impressionar garotas. Isso não dá certo.

Ilustrações por Sam Taylor. Siga o cara no Twitter  ou visite o site dele samtaylorillustrator.com.

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