Wiley

Esqueça o que você escutou por aí — o grime não morreu. Claro, boa parte da cena foi incorporada pelo mainstream, com grandes MCs de grime dos primórdios do movimento trocando suas rimas extremas e batidas brutais por sucessos nas paradas e aparições em programas de TV vespertinos. Apesar da diluição sistêmica, alguns resquícios de integridade permanecem. Quase uma década depois, Wiley, o padrinho pioneiro do grime, ainda está à frente do movimento.

Como a maioria dos MCs originais de grime, Wiley cresceu em Bow, East London. Herdou sua ética de trabalho do pai, também músico, que conciliava trabalho em período integral e discotecagens de música jamaicana nos sounds systems à noite. Quando era um jovem MC, Wiley desenvolveu suas habilidades nas rádios piratas de Londres e vendendo CDs diretamente do porta-malas do seu carro. Revigorou o rap britânico como membro do Boy Better Know e do Roll Deep, dois influentes crews de Londres.

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Wiley é notório por suas desavenças com uma indústria que simplesmente não entende sua música. Ele xinga os “jornalistas cujo trabalho é fazer uma imagem ruim [dele]”, e já se estranhou publicamente com todo mundo, de Jean Sean até seu ex-companheiro de sparring lírico, Dizzee Rascal. Em 2010, deu início ao ano novo despedindo seu empresário via Twitter e lançando 200 faixas grátis online.

Apesar de acumular seis discos solo, Wiley permanece uma figura crucial do Roll Deep. A crew dá a ele a liberdade para moldar e guiar as carreiras de uma nova geração de estrelas do grime, sejam eles produtores, MCs ou os formadores de opinião em geral.

– Palavras por Paul Bridgewater

Para mais Wiley acesse Noisey.

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