
Pyramids of Mars / Rekids 2013
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Nessa imaginária linhagem de “discos-sequestro”, Serene será porventura o menos violento, mas também o mais dramático (tal como confirma o piano da faixa-título que faria chorar até o Chuck Norris). Vince Watson desvinculou-se por completo dos beats que tantas vezes dominavam os seus discos de techno (aqui e ali um bocado azeiteiros) e adoptou o mais pomposo nome de Vincent I. Watson para arriscar o seu mais assumido álbum de atmosferas cinematográficas (cheias de crescendos, sons ofuscantes e uma apoteose new-age durante “Celtic Beauty”). O resultado disso é Serene , que, ao contrário do que por aí se diz, não é suficientemente pacífico para ser remetido â divisão da ambient . Quanto muito, Serene é tão ambient como qualquer coisa alguma vez gravada por Angelo Badalamenti ou Cliff Martinez para acompanhar as sequências filmadas por determinado realizador. Serene é uma banda-sonora para um dramalhão que ainda não existe. Parece que a Marisa Tomei vai a dormir no banco de trás e a sonhar com cascatas. Deixem-na estar.