O Sopro do Diabo

Num primeiro momento, quando a VICE me pediu para ir até a Colômbia para pesquisar essa história sobre escopolamina, fiquei bem animado. Tinha apenas um vago conhecimento sobre a droga, mas pensar numa substância que torna a pessoa incapaz de exercer seu livre-arbítrio parecia uma receita de piadas sem fim e o panteão da fama no YouTube. Passei um tempinho debatendo as várias maneiras de transportar um pouco de volta para os EUA e tinha uma lista muito boa de diferentes maneiras de utilizá-lo em meus amigos. O plano original era provar a droga para realmente ter uma ideia do efeito que tem nas pessoas. O produtor e câmera foram para Bogotá antes que eu para acertar algumas reuniões e começar a estabelecer os contatos. Cheguei alguns dias depois e as coisas tinham mudado drasticamente. Os primeiros dias no país pareceram uma montagem angustiante de histórias de terror inimagináveis sobre escopolamina e traficantes bizarros, então decidi que não ia usar a droga de jeito nenhum. Todos os elementos de humor e novidade foram rapidamente arrancados de mim durante esse período. Depois de conhecer apenas um casal de pessoas com experiência em primeira mão, a história tomou um rumo muito mais obscuro do que eu jamais poderia ter imaginado, e as brincadeiras com escopolamina que eu tinha inicialmente imaginado pareciam ingênuas e absurdas. Quando estávamos nos preparando para deixar o país, eu não poderia estar mais ansioso para ficar o mais longe possível da Colômbia e da droga. Me perdoem o fugaz momento de sinceridade, mas olhando em retrospecto, estou muito orgulhoso do trabalho que fizemos lá. Esta história realmente merecem ser ouvida.  Correspondente da VICE Ryan Duffy.

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