Música

O Radiohead É Coisa de Nerds Chatos

Tá ligado aquele seu amigo que curte MUITO Radiohead? Tipo, aquele cara que falta no trampo para conseguir comprar ingresso para ver a banda? Você já chegou a notar que esse seu amigo não curte muito outras bandas além de Radiohead? Isso acontece porque é tão difícil entender o que Radiohead tem de bom que é impossível ter tempo de descobrir outras bandas.

Os fãs de Radiohead são o tipo de pessoa que se sentem perfeitamente confortáveis em pagar centenas de dólares por algum single japonês da banda, apenas para depois cuidadosamente embrulhá-lo, colocá-lo em uma prateleira meticulosamente organizada (por ordem alfabética e depois cronológica) e nunca mais tocar nisso de novo. E eles não têm nenhum problema em gastar uma boa grana em um disco que eles nunca vão escutar, porque todos possuem empregos estáveis como programadores e certamente nunca vão gastar seus salários com encontros românticos com mulheres. (Sim, generalizei que todos os fãs de Radiohead são homens. Vamos ser realistas, né?) Nenhum encontro que começou com uma conversa nerd sobre como o lançamento do disco Kid A conseguiu tirar a atenção do Onze de Setembro (que é uma coisa que o supernerd e fã de Radiohead, Chuck Klosterman, acredita) já conseguiu terminar em sexo. Ou com aquela teoria binária que diz que o álbum Ok Computer e o In Rainbows foram criados para se tornar um mega álbum que se estendeu por uma década. Nooooossaaaa, quais são as chances que um álbum cheio de barulhinhos imbecis de computador soaria vagamente como outro álbum que também é cheio dessas porcarias, hein? Que gênios!

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Esse é o tipo de coisa em comum com todos os superfãs de Radiohead. Todos ficam desesperadamente procurando qualquer coisa para acreditar que uma banda que pentelha todo mundo mexendo num monte de fios de computadores e que diz que isso é um álbum conceitual, é uma banda brilhante e visionária com álbuns que são obras de arte. Talvez seja para compensar pelo fato que eles precisam gastar 10% do tempo deles escutando os discos do Radiohead e passam os outros 90% tentando se convencer que eles entendem a banda. Mas sim, o Thom Yorke pode ser um alien, Jesus Cristo ou qualquer outra porcaria que te faça acreditar que seu gosto musical meia boca é mais aceitável.

Claro que no grande esquema geral das coisas é muito melhor ter músicos como o Thom Yorke do que um canastrão que só pensa em dinheiro como o Gene Simmons, ou do que aqueles pedófilos com pescoço tatuado que são chamados todo ano para tocar no Warped Tour. O Yorke parece um cara legal e tal, mas porra, ele não é o senhor salvador da música e ele não é de outro planeta. Ele é apenas um pequeno homem britânico estranho que dança que nem um macaco-aranha. Não precisa ir muito longe para ilustrar um belo exemplo da mediocridade da sua música, é só chegar no Atoms For Peace, o projeto paralelo do Yorke que faz o Radiohead se parecer com o Slayer. E não é como se a voz salvasse ele também. Esse cara soa que nem um moleque que acabou de ganhar um microfone. Se você desse para uma criança de cinco anos um sintetizador Moog e gravasse ela zoando por cinco horas seguidas e lançasse isso como um novo álbum do Radiohead chamado Moon Princess, nove entre dez fãs não saberiam a diferença. “Cinco estrelas pelo álbum mais complexo, ambicioso e moderno da banda.” – escreveria algum babaca na Rolling Stone.


Radiohead, na época em que escutá-los era menos tedioso.

É claro, o Radiohead fez música que não-robôs gostariam de escutar na época do Bends. Sim, era tão choroso e chato, mas pelo menos você saberia afirmar que isso foi feito por uma banda composta por seres humanos com instrumentos de verdade, e não por um eletricista tentando consertar um DVD que ficou com uma cópia do Tron entalada dentro dele. Nos quase 30 anos (sim, 30) de banda, eles passearam do rótulo de rock alternativo medíocre para sei-lá-que-tipo-de-gênero-bosta-é-esse. Pergunta para qualquer fã casual de música um nome de uma música do Radiohead. A resposta mais comum que você vai ouvir é “Creep”. A segunda resposta: um olhar vazio e vago, porque quem diabos vai saber um nome de uma música que não seja “blá blá blá 0101011”? Ninguém. A “Creep” é legal para fins de karaokê. Qualquer outra música do Radiohead esvaziaria a pista de dança, porque soa como se alguém tivesse imitando uma vítima de um derrame.

Se você for um fã de Radiohead, primeiramente, parabéns por ser bem mais esperto que o resto de nós, reles mortais, que apenas querem escutar uma música com uma porra de uma melodia ou uma batida que não é feita em um tempo bizarro como 179/4.26. Segundo, tente uma banda de verdade. Se um loop de cinco minutos repleto de peidos de ciborgues te faz pirar o cabeção, espera ver um riff fodido de guitarra! Ou um refrão! Ou apenas substitua o “Radio” por “Mötor” e você estará no caminho certo.

Chegou a hora de olhar bem para aquela sua camiseta estragada da turnê do Amnesiac e encarar a verdade: O Radiohead é apenas um nerd-rock para nerds. Calma, Fãs de Radiohead, deixe-me reescrever a frase para que vocês consigam entendê-la: Carregando arquivo tentativa_de_dar_a_minima_para_radiohead.exe [erro 404: arquivo não encontrado]

Porém, Dan Ozzi realmente curtiu aquele episódio do South Park do Scott Tenorman. Siga ele no Twitter – @danozzi

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