A maioria das bandas se conheceu em lugares como casas de shows, bares e escolas. Não é o caso dos dois integrantes que deram origem ao Slow Joe & The Ginger Accident: eles se cruzaram em Chorao, uma pequena ilha do rio Mondovi, no Oeste da Índia. A dupla foge de todas as regras: Joseph Rocha é um ex-junkie com sessenta e tantos anos de idade, e Cédric de la Chapelle é um francês que faz as vezes de músico e professor de matemática, e que viajava por lá em busca de inspiração.
Eles se conheceram por acaso no estado indiano de Goa, onde vive Rocha, que atende pelo nome de Slow Joe. Ele nunca tinha visto alguém tão virtuoso ao violão quanto Cédric. Este, por sua vez, começou a compor músicas que destacavam a voz singular de Joe, com uma pitada de soul, e voltou para Lyon com vários vocais gravados. O resultado disso tudo é uma reinterpretação moderna do rhythm & blues americano – e é sensacional.
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Dois anos depois de terem se conhecido, Joe foi até a França e Cédric tinha formado uma banda. O primeiro show deles foi em 2009, no festival mais antigo do país, o Trans Musicales, em Rennes. Joe tinha conhecido o resto da banda na véspera. O vaivém dos detalhes burocráticos do visto de Joe deixaram o projeto em suspenso por algumas semanas – conseguir um passaporte e um visto de trabalho para um idoso que mora numa ilha é algo bem difícil, ainda mais quando o sujeito em questão vivia nas ruas até 12 anos atrás.
Dois anos, uma papelada sem fim e um monte de passagens aéreas não utilizadas depois, a banda finalmente conseguiu se reunir. O vocal blues de Joe tem ares de Sinatra e Piaf, enquanto a banda completa o som com suas batidas psicodélicas e linhas de guitarra difusas. Antes, era a história do grupo que impressionava os fãs, agora são os shows ao vivo.
Palavras por Katherine Doyle.
Para mais Slow Joe & The Ginger Accident visite o Noisey.
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Photo by Francesco Prandoni/Getty Images -

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