Assim como os melhores mitos do rock’n’roll moderno, o trio britânico de punk-pop Male Bonding se conheceu quando trabalhavam numa loja de discos. “Foi na Reckless Records, em Londres. E foi um momento decisivo pra mim. Uma hora estávamos ouvindo The Misfits e, de repente, alguém – provavelmente o Kevin (baixista e vocal de apoio) – colocava Fairport Convention. Todos os dias eram musicalmente interessantes e variados”, explicou o guitarrista e vocalista John.
A adolescência do trio também foi marcada por experiências musicais significativas. “Onde eu cresci tinha uma casa de shows grande que realmente incentivava e ajudava bandas locais”, conta o baterista Robin. “Acompanhar essas bandas lançando material por conta própria e planejando suas turnês me influenciou bastante. Todo mundo pode conseguir.” Quem salvou John foi seu professor de administração na escola. “Ele era muito legal e sabia que eu gostava de música, mas não tinha como acessar a cena musical porque não tinha ônibus depois as 18h na minha cidade, e ele acabou me levando com ele aos shows.”
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Dois anos atrás, você encontraria os caras tocando como apoio em quase todos os shows badalados da capital. Baseados em East London, a nova meca musical, eles planejaram seus lançamentos e shows com amigos de bandas como o Grafitti islands e o Pens. “As pessoas começaram a chamar isso de DIY Dalston”, disse John. “Mas isso não durou muito, porque acabou não emplacando uma cena.” Eles mostraram seu amadurecimento com o disco de estreia Nothing Hurts, lançado pelo legendário selo Sub Pop. O segundo álbum da banda, Endless Now, lançado esse ano, os fez acumular mais guitarras e deixar a crueza de seu som inicial numa avalanche sonora.
Os críticos os colocaram na lista de bandas de revival dos anos 90, como muitas outras bandas calcadas em guitarra que apareceram nos últimos 18 meses – mas eles não dão a mínima para isso. “A meu ver, só fazemos música com guitarra, coisas bem simples seguindo a estrutura verso/refrão/verso/refrão/ponte. Se isso é coisa de banda dos anos 90, que seja”, afirma John. “Somos só uma banda de noisy pop”, arremata Robin.
– Palavras por Paul Bridgewater.
Para mais Male Bonding acesse Noisey.