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Attack on Memory
Here and Nowhere Else
VICE: Os Cloud Nothings começaram contigo. Ainda eras muito jovem e já tocavas, gravavas e misturavas faixas na cave dos teus pais e publicavas na internet. Era um hobby teu, ou já na altura tinhas em mente avançar para um projecto a sério? Dylan Baldi: Então, foi um escape para fugires aos estudos. Nas tuas gravações mais antigas eras tu quem tocava todos os instrumentos, não eras? Isso é o mais incrível. Onde, ou como, é que aprendeste a tocar? E o resto da banda? Quando é que decidiste juntar toda a gente? Attack on Memory Here and Nowhere Else Isso quer dizer que eles estão contigo desde o início. Mas disseste que os primeiros álbuns foram feitos exclusivamente por ti. E o processo criativo, alterou-se com a entrada em cena da banda? Ou ainda tens a tendência de escrever e compor a maior parte das músicas sozinho? Estou a ver. Perguntei-te porque as tuas gravações mais antigas eram muito mais negras e agitadas. A tua música parece ter evoluído para um estilo mais nítido e acentuado, uma espécie de rock mais áspero e agressivo. A banda deve ter tido influência nesse resultado. Tenho de concordar contigo, soa tudo muito mais a “banda”. Mas não é só isso. Também me parece que a tua música evolui de forma intrínseca contigo, não achas? Claro, é expectável. Mas o que quero dizer é que, bem, tu és um tipo jovem e ainda estás a crescer. Na verdade és mais novo que eu e isso não é algo que possa dizer muitas vezes. Aquilo que sinto com cada novo lançamento teu, fruto também de seres bastante prolífero e lançares assiduamente, é que consigo perceber e acompanhar esse crescimento pessoal, além claro, do progresso da própria banda. No Attack on Memory, exploravas temas mais obscuros e duros, além de uma sonoridade bem mais pesada. Este novo álbum é muito menos depressivo. Também é mais ruidoso, tem mais texturas e linhas de baixo mais corpóreas, tempos mais animados. Soa bastante a uma mistura dos dois últimos álbuns com bastantes novos elementos e estruturas, apontando ao crescimento. Attack on Memory Também acho isso curioso. No ano passado tinhas dito que este álbum não soaria ao último álbum, e que esse álbum não soaria ao anterior. Pareces estar numa constante busca por algo diferente. A minha questão é esta: achas que alguma vez estarás satisfeito? Também li algures que não concordas com os géneros a que tendem a ligar os Cloud Nothings. Vocês são comparados com bandas grungy punk como os Wipers. Afinal, onde vais buscar inspiração? Última série de perguntas então. Alguma vez vieste a Portugal? Estaleiro Quando é que o pessoal vos pode voltar a ver? Fixe. Vemo-nos em Junho.
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VICE: Os Cloud Nothings começaram contigo. Ainda eras muito jovem e já tocavas, gravavas e misturavas faixas na cave dos teus pais e publicavas na internet. Era um hobby teu, ou já na altura tinhas em mente avançar para um projecto a sério? Dylan Baldi: Então, foi um escape para fugires aos estudos. Nas tuas gravações mais antigas eras tu quem tocava todos os instrumentos, não eras? Isso é o mais incrível. Onde, ou como, é que aprendeste a tocar? E o resto da banda? Quando é que decidiste juntar toda a gente? Attack on Memory Here and Nowhere Else Isso quer dizer que eles estão contigo desde o início. Mas disseste que os primeiros álbuns foram feitos exclusivamente por ti. E o processo criativo, alterou-se com a entrada em cena da banda? Ou ainda tens a tendência de escrever e compor a maior parte das músicas sozinho? Estou a ver. Perguntei-te porque as tuas gravações mais antigas eram muito mais negras e agitadas. A tua música parece ter evoluído para um estilo mais nítido e acentuado, uma espécie de rock mais áspero e agressivo. A banda deve ter tido influência nesse resultado. Tenho de concordar contigo, soa tudo muito mais a “banda”. Mas não é só isso. Também me parece que a tua música evolui de forma intrínseca contigo, não achas? Claro, é expectável. Mas o que quero dizer é que, bem, tu és um tipo jovem e ainda estás a crescer. Na verdade és mais novo que eu e isso não é algo que possa dizer muitas vezes. Aquilo que sinto com cada novo lançamento teu, fruto também de seres bastante prolífero e lançares assiduamente, é que consigo perceber e acompanhar esse crescimento pessoal, além claro, do progresso da própria banda. No Attack on Memory, exploravas temas mais obscuros e duros, além de uma sonoridade bem mais pesada. Este novo álbum é muito menos depressivo. Também é mais ruidoso, tem mais texturas e linhas de baixo mais corpóreas, tempos mais animados. Soa bastante a uma mistura dos dois últimos álbuns com bastantes novos elementos e estruturas, apontando ao crescimento. Attack on Memory Também acho isso curioso. No ano passado tinhas dito que este álbum não soaria ao último álbum, e que esse álbum não soaria ao anterior. Pareces estar numa constante busca por algo diferente. A minha questão é esta: achas que alguma vez estarás satisfeito? Também li algures que não concordas com os géneros a que tendem a ligar os Cloud Nothings. Vocês são comparados com bandas grungy punk como os Wipers. Afinal, onde vais buscar inspiração? Última série de perguntas então. Alguma vez vieste a Portugal? Estaleiro Quando é que o pessoal vos pode voltar a ver? Fixe. Vemo-nos em Junho.
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